Pequeno, macio, rápido
O petisco de treino tem uma função só: marcar o acerto e devolver a atenção.
- Tamanho de um grão de milho — se for maior, parta antes da sessão
- Macio — consumido em um segundo
- Sem farelo excessivo — farelo no chão vira caça ao tesouro e derruba a concentração
A hierarquia de valor
Este é o conceito que separa quem treina bem de quem só dá petisco:
- Valor baixo — a própria ração do cão. Funciona em casa, sem distração
- Valor médio — bifinho comum. Funciona no quintal, na sala com visita
- Valor alto — o mais saboroso da despensa, reservado. Para a rua, para outro cão passando, para o que é difícil
Usar o de valor alto o tempo todo desperdiça o recurso. Quando tudo é especial, nada é.
A conta que estoura sem ninguém ver
Uma sessão de dez minutos tem trinta a quarenta repetições. Em cão pequeno, isso pode ser boa parte da necessidade calórica do dia.
Duas soluções que funcionam juntas:
- Partir o petisco em pedaços minúsculos — o cão não valoriza pelo tamanho, valoriza pela entrega
- Descontar da ração — em treino intenso, separe parte da porção diária e use ela como recompensa
Reforço imprevisível funciona melhor
Depois que o comportamento está aprendido, não recompense sempre. Alterne petisco, carinho, brincadeira e nada.
Reforço imprevisível sustenta o comportamento muito melhor que o garantido — e resolve o problema clássico do cão que só obedece quando vê a comida.
Entregue depois, nunca antes
Mostrar o petisco antes transforma recompensa em isca. O cão passa a obedecer à comida, não ao comando.
A sequência correta: comando → comportamento → marcação (“isso!” ou clicker) → petisco.
Sessões curtas
Cinco a dez minutos, várias vezes ao dia, valem mais que meia hora seguida. Cão cansa e a sessão longa costuma terminar em frustração — e terminar mal é o que o cão leva.
Termine sempre num acerto.