Dente é o assunto número um da raça
O Yorkshire tem mandíbula pequena para o número de dentes, retenção frequente de dentes de leite e alta incidência de doença periodontal. Não é detalhe estético: infecção na boca em cão pequeno tem repercussão sistêmica.
Croquete de formato adequado gera atrito e ajuda um pouco. Escovação é o que resolve, e começar cedo torna a rotina possível. Petisco dental entra como complemento, nunca como substituto.
A porção é minúscula, e por isso frágil
Um Yorkshire adulto come algo em torno de 50 a 90 g por dia. Um petisco de 10 g representa mais de 10% do dia dele — proporção que num cão de 30 kg seria impensável.
Isso torna a raça especialmente sensível a “só um pedacinho”. Se petisco entra, sai ração na mesma proporção.
Cão pequeno gasta mais energia por quilo. A fórmula precisa ser densa o suficiente para caber numa porção tão pequena — ração de baixa densidade obrigaria um volume que ele não come.
O pelo cresce como cabelo
Não cai por estação: cresce continuamente. Isso mantém a demanda de proteína e ácidos graxos permanentemente ativa, e é por isso que a pelagem é o melhor indicador de que a alimentação está funcionando. Espere quatro a oito semanas para julgar.
Filhote: atenção à hipoglicemia
Filhotes de raças toy têm reserva de glicogênio muito pequena. Muitas horas sem comer podem levar a hipoglicemia — fraqueza, tremor, em casos graves convulsão. É emergência.
Por isso, no filhote de Yorkshire, fracionar bem as refeições não é preciosismo, e recusa alimentar merece atenção rápida em vez de “ele come quando tiver fome”.
Um ponto ortopédico
Luxação de patela é comum na raça. Manter o peso sob controle reduz a sobrecarga na articulação — mais um motivo para não deixar o petisco desregular a conta.