Quatro pontos específicos da raça, na ordem em que pesam.
O croquete precisa caber na mordida
O Shih Tzu é braquicefálico: focinho achatado, mandíbula curta e dentes apertados. Grão grande vira obstáculo mecânico — ele pega, não consegue quebrar, larga. O tutor conclui que o cão é enjoado, quando o problema é o formato.
Croquete mini resolve isso de imediato, e costuma ser a mudança que mais muda a aceitação.
Peso: cada grama conta mais
Num cão de 6 kg, meio quilo a mais representa quase 10% do peso corporal. É proporcionalmente muito, e sobrecarrega uma coluna e articulações que já são delicadas na raça.
O petisco entra na conta do dia, e num cão desse tamanho ele estoura o orçamento calórico rápido. Confira o corpo a cada duas semanas: costelas palpáveis com pressão leve, cintura visível de cima.
Pele e pelo pedem ômega
Pelagem longa exige mais do organismo, e a raça tem propensão a pele sensível. Fórmulas com boa fonte de proteína animal, ômega 3 e 6 e sem corantes artificiais tendem a aparecer no pelo em quatro a oito semanas.
Se a coceira é constante, com vermelhidão ou queda de pelo, a causa raramente é só a ração — vale consulta antes de trocar de marca.
Dente exige mais do que ração
Doença periodontal é quase regra em raças pequenas braquicefálicas: os dentes ficam apertados e acumulam placa. Croquete gera algum atrito, mas é prevenção parcial. Escovação é o que resolve, e petisco dental ajuda como complemento — nenhum dos dois substitui o outro.
Sobre lacrimejamento
A mancha embaixo dos olhos é a queixa mais associada à raça. As causas são principalmente anatômicas — conformação do focinho, cílios, canal lacrimal —, não alimentares. Ração sem corante pode reduzir a intensidade em alguns casos, mas prometer que resolve seria desonesto.